A história do chá das cinco

29 jan 19
A história do chá das cinco

Apesar do chá das cinco ser uma referência clássica britânica, sua origem é menos glamurosa do que se imagina e surgiu graças à fome de uma duquesa no século 19, em meados de 1840, na Inglaterra. Não, você não leu errado. Anna Maria Russel, sétima Duquesa de Bedford se queixava com frequência de um vazio no estômago sempre ao final do dia.

Para enganar a fome antes do jantar, Anna passou a tomar uma xícara de chá, servido com leite e açúcar, acompanhada de pães, manteigas, biscoitos e bolos por volta das cinco horas da tarde, todos os dias. A ideia de ter uma refeição leve antes da janta fez tanto sucesso que ela passou a convidar amigos para acompanhá-la.

Mais tarde, por volta de 1880, o “tea break” virou tendência e se transformou em um evento social para a nobreza e alta sociedade da época. O momento do chá da tarde exigia trajes finos: vestidos longos, luvas e chapéus e era um motivo para encontrar amigos, falar de negócios e políticas.

O resto da história você já sabe. O consumo de chá se tornou um hábito na cultura inglesa e claro, é consumido a qualquer hora do dia.

Vale lembrar que a expressão “chá das cinco” foi criada por britânicos, mas o hábito de beber chá na Inglaterra já existia há anos, quando a princesa portuguesa, Catarina de Bragança, casou-se com o rei inglês Carlos II, em 1662 e levou como presente de casamento um cofre cheio de chá chinês.

Hoje, não há tanta formalidade exigida, mas o hábito de sentar a mesa e apreciar uma xícara de chá com doces e salgados permanece intacto.